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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Fim do bipartidarismo na Europa

O bipartidarismo na maior parte dos países europeus também tem os dias contados. As eleições no Reino Unido, Grécia, França e o acto eleitoral de Domingo em Espanha confirmam uma tendência de mudança nos países do centro e sul da Europa, mas que já se verifica no Leste europeu e na Escandinávia. 

O aparecimento de novas forças políticas surgem devido à necessidade de resposta aos problemas das pessoas, em particular do desemprego, desigualdades, falta de visão estratégica na Europa, mas também por cansaço do actual sistema que favorece os grandes partidos de poder. Desde 2009 que nenhum partido conseguiu obter maioria absoluta para governar sozinho. 

O que está a acontecer no centro e sul da Europa não é novidade no norte e no leste. 

O aparecimento de novas forças partidárias pode ser visto de um prisma positivo e outro negativo. No plano positivo temos mais opções de sermos representados nas instituições democráticas e obrigar os maiores partidos a ceder em algumas propostas. As maiorias absolutas de um único partido são cada vez mais raras, havendo uma mudança de voto para as forças mais pequenas. No entanto, a instabilidade política causada pela constante alteração de políticas não favorece o crescimento económico, investimento, estabilidade da moeda bem como o cumprimento de legislaturas. 

Os grandes partidos vão ter que se habituar à presença do Syriza, Frente Nacional, Bloco de Esquerda, Podemos, Ciudadanos, entre outros. Ou seja, não estamos perante fenómenos passageiros, mas estruturas que vão perdurar no tempo e chegar ao poder.

Curioso verificar que os novos partidos são de direita, esquerda e alguns com ideias mais próximas das pessoas, como é o caso do Ciudadanos de Albert Rivera.

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