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sábado, 19 de dezembro de 2015

Figuras da Semana

Por Cima

Pedro Passos Coelho/Paulo Portas - Os dois líderes dos principais partidos da oposição estiveram bem no primeiro debate quinzenal com o novo primeiro-ministro. O sentimento de ressabiamento verificado no debate do programa do governo socialista foi alterado, embora isso tenha servido como estratégia para condicionar António Costa. A oposição de PSD e CDS deu sinais de ser construtiva em dois momentos da semana parlamentar. Em primeiro lugar nas perguntas colocadas por Passos Coelho e Paulo Portas. O segundo momento de responsabilidade por parte dos partidos da direita foi a aprovação do Contribuição Extraordinária de Solidariedade ao lado do Partido Socialista e contra  os votos da esquerda. Isto é, aqueles que queriam a continuidade do azedume engoliram os primeiros sapos, como é o caso de Carlos César que é presidente do Partido Socialista, líder da bancada do grupo parlamentar dos socialistas e conselheiro de Estado. A melhor decisão foi terem colocado um ponto final na coligação. Neste momento cada um caminho consoante a orientação de cada partido. 

No Meio

Candidatos republicanos - O último debate entre os candidatos republicanos realizado em 2015 e pouco antes do início das primárias não foi totalmente esclarecedor, mas pode perspectivar-se um regresso ao conservadorismo e quem sabe, proteccionismo. Os sinais dos candidatos não foram positivos nas matérias relacionadas com a imigração, combate ao terrorismo e segurança interna. Existe bastantes diferenças que vão ser aproveitadas pela candidata democrata e também por Barack Obama quando aparecer ao lado da antiga secretária de Estado. As várias visões tornam impossível atacar os democratas.


Em Baixo

António Costa -  O primeiro-ministro começa por gerir mal o dossier TAP. O governo quer reverter a privatização para ficar com 51% e mandar na empresa. Numa altura em que os novos investidores trouxeram dinheiro fresco para a companhia o executivo quer impor a sua própria estratégia e mandar embora o dinheiro que não só salva a empresa, como a vai tornar financeiramente independente do Estado. O erro que António Costa está a cometer vai ter custos financeiros e económicos para o país e políticos para o chefe de governo. O pior foi a forma como Costa decidiu resolver o assunto dizendo que se "não volta para o Estado a bem, volta a mal". Por fim, como o primeiro-ministro não tem argumentos para justificar a anulação de um negócio bom para todos, culpa o anterior governo por só ter conseguido assinado o contrato depois de ter sido demitido.

Nota: A rubrica vai descansar durante algum tempo e só volta no segundo fim-de-semana de Janeiro

1 comentário:

Carlos Faria disse...

Carlos César não é um mero Presidente do PS... é também neste momento marido da Presidente da casa da autonomia nos Açores, pai de deputado e dirigente do PS-Açores, irmão de chefe de gabinete de ministro e cunhado de outra adjunta no governo de Portugal... não sei se ele tem mais parentes, mas se os tiver nestes dias saberemos para que virão a ser nomeados, não é azedume é a força de um verdadeiro Paters familia.

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