quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Estados Unidos a caminho do conservadorismo e proteccionismo



O último debate entre candidatos republicanos à Casa Branca do ano revela uma verdadeira mudança de política se Hillary Clinton não conseguir manter os democratas no poder durante um terceiro mandato. As propostas dos concorrentes visam fechar os Estados Unidos, implementar medidas proteccionistas das liberdades dos cidadãos, além de recuperar o tradicional sonho americano de querer mandar no mundo. 

Não é só Donald Trump que tem uma visão conservadora ou radical do que devem ser os Estados Unidos nos próximos quatro anos. O próprio Marco Rubio também se apresenta defensor de medidas rigorosas na vigilância aos suspeitos de terrorismo. Ora, a forma como é feito o controlo não vai atingir apenas os que estão numa lista, mas todos os norte-americanos porque os terroristas também já são cidadãos locais. 

A maneira como os candidatos recusam a entrada de refugiados no país é um sinal negativo que os Estados Unidos estão a dar ao mundo. Nota-se que ninguém tem capacidade para fazer uma distinção entre imigrantes e pessoas que procuram abrigo noutro país porque fogem da guerra. Não acredito que o discurso conservador e proteccionista que se viu em Las Vegas conquiste adeptos suficientes para alcançar uma eleição. Aliás, a forma como todos discordaram sobre a manutenção do actual regime sírio mostra que os eleitores vão ter dificuldades em compreender qual a linha adoptada pelo Partido Republicano. No entanto, existe a certeza que haverá restrições à liberdade das pessoas que vivem nos Estados Unidos, bem como em relação aos que pretendem entrar no país, independentemente do motivo. 

A velha tradição republicana iniciada por George W.Bush de obsessão pelo confronto militar mantém-se. Nenhum dos candidatos parece conhecer o terreno, mas todos não hesitam em enviar tropas para combater uma ideologia que nunca será derrotada.

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