domingo, 20 de dezembro de 2015

Espanha ficou mais fragmentada do que Portugal

As previsões confirmaram uma fragmentação do parlamento espanhol, ainda maior do que aconteceu em Portugal. A esquerda unida não consegue formar maioria absoluta, sendo necessário recorrer aos partidos independentistas. No entanto, o PP que procura apoio junto do Ciudadanos também vai fazer o mesmo. As forças catalãs e bascas prometem endurecer o discurso independentista exigindo alterações para a Constituição permitir referendos sobre a independência das regiões. Se o plano vingar outros movimentos autonómicos seguem as mesmas pretensões. 

A diferença das eleições em Portugal para as espanholas tem a ver com preenchimento do centro pelo Ciudadanos, bem como pela presença de movimentos nacionalistas que não existem no nosso país. O partido de Albert Rivera e as forças regionais vão decidir o futuro do país que entrou no bipartidarismo, mas também num período perigoso, onde os discursos terão cariz ideológico muito forte. 

Não estamos perante uma divergência entre esquerda e direita, mas numa divergência relativamente à unidade de Espanha. Por estas razões os próximos tempos serão difíceis já que, um novo acto eleitoral não muda o actual figurino parlamentar, embora já se fale em novas eleições para Março. 

As eleições espanholas permitiu perceber a diferença de qualidade dos nossos principais responsáveis e os líderes espanhóis. No país vizinho não há jogo de bastidores na noite eleitoral porque se respeita a vontade democrática das pessoas. 

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