segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A segunda volta das legislativas

A campanha para as eleições presidenciais tem sido a segunda volta das legislativas de Outubro. Os candidatos no terreno parecem candidatos a primeiro-ministro e não a Chefe de Estado, já que, comentam a actualidade como se tivessem poderes para governar o país. A última polémica em torno da saúde mostra como se não faz um campanha eleitoral para a presidência da República. 

Por estas razões as presidenciais também são importantes para os partidos políticos. Se Marcelo Rebelo de Sousa vencer também representa uma vitória para os partidos da direita que foram derrotados na Assembleia da República após terem vencido as legislativas. Uma derrota do candidato Rebelo de Sousa representa a única vitória para o Partido Socialista. Ou seja, tanto faz que seja Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa. O que interessa é derrotar Marcelo porque já se percebeu que tipo de magistratura de influência vai exercer sobre o executivo. Haverá tempo para analisar a futura relação entre o provável vencedor das presidenciais e António Costa. 

Neste momento, importa realçar o tipo de campanha que os candidatos estão a fazer. Não se fala muito sobre a Constituição, o perfil exigido a um Chefe de Estado ou a posição de Portugal face à nova realidade política na Europa. Pode ser que os debates sejam mais interessantes do que os primeiros dias da pré-campanha eleitoral e incluam alguns temas que cabem na esfera de influência do Presidente. 


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