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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A palavra honrada do PSD

O ex-primeiro-ministro sempre disse que colocava os interesses nacionais em primeiro lugar se fosse necessário viabilizar propostas do Partido Socialista. No entanto, todos preferiram registar o mau estar de Passos Coelho por ter deixado o poder. Na verdade, o líder social-democrata afirmou que o interesse nacional estaria sempre em primeiro lugar, mas que António Costa deveria demitir-se quando não tiver mais condições políticas. Isto é, o actual primeiro-ministro não vai contar sempre, ora com a esquerda e depois com os partidos da direita.

O PSD e CDS ajudaram o PS a viabilizar a Contribuição Extraordinária Solidária e agora os laranjas preparam-se para absterem-se na proposta de orçamento rectificativo. Como se sabe, PCP e PEV vão chumbar enquanto o BE colocou condições que nenhum socialista pode aceitar porque implica manter o Novo Banco na esfera pública, o que causa mais problemas aos contribuintes.

O PSD tem estado muito bem neste início de legislatura perante o novo governo socialista. Também é verdade que o anterior executivo teve responsabilidades por aquilo que está a acontecer, mas era muito fácil deixar o problema nas mãos dos socialistas, já que, a esquerda não está ao lado de Costa. Existem razões suficientes para a direita chumbar aquilo que a esquerda deveria apoiar. 

Desta forma nota-se o cumprimento da palavra social-democrata em colocar o país à frente dos interesses nacionais, o que nunca aconteceu com António Costa. A postura de Passos Coelho deveria ser aquela que Costa tinha de tomar após as eleições legislativas. Por não ter esperado vai sofrer as consequências até porque o PSD tem outra atitude. O mais curioso será ouvirmos a esquerda criticar a posição dos sociais-democratas em ajudar o PS...

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