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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A má prática de expulsar dirigentes nos partidos

Os últimos acontecimentos entre o PSD e Pacheco Pereira não abonam em favor dos principais dirigentes partidários sociais-democratas, em particular do deputado Duarte Marques. O PSD não pode ser um partido imune às críticas dos dirigentes que não estão alinhados, mesmo que haja um excesso nas críticas. 

A expulsão de dirigentes dos partidos tem sido uma má prática praticada quase por todos. A expulsão de António Capucho foi também um erro que a direcção de Passos Coelho tomou só por ter apoiado uma candidatura à Câmara de Sintra que concorria com a do PSD. No entanto, as razões para a expulsão podem ir de situações como a que está envolvida José Sócrates ou votar contra a disciplina de voto imposta no grupo parlamentar. Quem não se lembra da direcção do CDS ter retirado o quadro de Freitas do Amaral por causa das posições públicas do histórico líder centrista.

As sanções estão previstas nos estatutos, mas não devem chegar ao ponto de expulsar alguém do partido porque as forças partidárias não são de ninguém. As direcções passam, enquanto os militantes e simpatizantes continuam representando a força do partido. 

A situação que se vive no PSD corresponde a uma má prática que só pode ser aceite num sistema de partidos fechados, que não se abrem à sociedade. Impedir alguém de utilizar o cartão de militante porque é contra a direcção não faz sentido. 

A direcção social-democrata dá sinais de voltar a hábitos antigos. Isto é, optar por maus caminhos numa altura em que perdeu o poder. 

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