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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Quem nos lidera contra o terrorismo e as alterações climáticas

Os atentados de Paris provocaram uma nova onda de guerra contra o terrorismo. A forma como a coligação internacional estava a atacar o Estado Islâmico, sobretudo depois do fuzilamento contra o Charlie Hebdo, permitiu aos jihadistas voltarem a causar medo em toda a Europa. 

O tiro de partida foi dado pela França, mas os Estados Unidos, Rússia e o Reino Unido também querem estar na linha da frente, em particular os russos que sofreram um atentado após a queda de um avião no Sinai com vários turistas russos. Os Estados Unidos e o Reino Unido pretendem ter um papel importante na destruição do grupo e na saída de Bashar al-Assad do poder. Neste aspecto, Cameron e Obama estão unidos, enquanto Moscovo quer o governante na liderança do país. No entanto, há uma diferença entre os dois velhos aliados Unidos. Os americanos recusam falar com Putin, enquanto Cameron mostra disponibilidade para dialogar com a potência. Uma atitude sensata por parte do primeiro-ministro britânico que não faz fantasmas sobre uma eventual invasão russa à Europa Ocidental. 

A cimeira do clima que se realiza em Paris na próxima semana é um importante acontecimento no futuro do planeta. Nesta questão parece haver um consenso entre os principais líderes mundiais para a necessidade de se alcançarem metas. Não será fácil, mas os responsáveis políticos asseguraram que iriam contribuir. Tal como acontece na questão do terrorismo, as alterações climáticas estão a ser discutidas um pouco tarde. Ou seja, perdeu-se tempo a discutir em vez de agir. 

Os dois assuntos que necessitam de resposta imediata estão a unir as principais potências mundiais, apesar de haver alguns pontos de discórdia. No entanto, o compromisso parece ser uma certeza, tendo em conta as últimas posições públicas perante os parlamentos nacionais. Isto é, as oposições internas também têm conhecimento e opinião sobre o caminho que se tem de trilhar. 

A França tem tido um papel activo nas questões referidas porque está a ser afectada. Paris foi o alvo dos ataques terroristas e será a cidade que vai acolher a cimeira do clima. Há muito tempo que os gauleses não tinham a postura de colaborar com os aliados, como se viu na invasão do Iraque e Afeganistão. Na minha opinião, a França só age quando é atingida. Pelo contrário, os Estados Unidos e Reino Unido costumam estar sempre na primeira linha do combate. A novidade chama-se Rússia. Moscovo não se importa de juntar ao Ocidente, mas cumprindo as próprias regras. 

Neste momento a liderança cabe à França, mas apenas porque se sentem ameaçados no território. No antigamente não houve por parte de Paris a solidariedade que Londres e Washington necessitaram, sobretudo após os ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001 e em 7 de Julho de 2007. 

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