sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Os artistas ainda são ostracizados


Os artistas em Portugal sofrem com a falta de apoio por parte do Estado e dos privados. No entanto, também há algum estigma em relação às actividades como a pintura, escultura e música. A sociedade ainda não aceita certos e determinados modos de vida, que passam por ganhar a vida através do desenvolvimento de uma arte. Ou seja, apesar de não haver falta de oferta e do público aderir às exposições, concertos, espectáculos humorísticos, todos questionam como conseguem viver os nossos talento se não têm um salário fixo no final do mês. 

A percepção com que fico depois de ter entrevistado alguns artistas das mais diversas áreas é esta. Nos dias que correm ainda não se aceita totalmente que uma pessoa viva exclusivamente do talento que é oferecido. Penso que as queixas de alguns artistas são compreensíveis se tivermos em linha de conta que a cultura é um bem que não pode ser ostracizado. A discussão sobre se ela deve ser paga pelo Estado ou por privados fica para outra altura, mas a desconfiança do público ao modus vivendi dos artistas reflecte na relação com os empresários e mesmo junto da comunicação social. Por estas razões existe alguma reivindicação para o Estado se chegar à frente. 

Na minha opinião, Portugal é um país que consome cultura e prefere o lado lúdico do que estar a ouvir um debate no parlamento. O problema é que a relação entre artista e público nem sempre é séria. 

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