domingo, 29 de novembro de 2015

Olhar a Semana - Tempo das presidenciais

A indigitação de António Costa para primeiro-ministro acaba com a incerteza política ao nível do executivo. Nos próximos tempos vamos ter acérrima discussão, mas a proximidade das eleições presidenciais acaba com alguma quezília. 

A partir de agora temos as eleições para a presidência da República que se realizam dia 24 de Janeiro de 2016. A diversidade de candidatos à esquerda, garante a Marcelo Rebelo de Sousa conquistar a direita e o centro-direita, bem como alguns sectores do centro-esquerda, que se sentem descontentes com a opção tomada por António Costa. Com tudo isto o professor deve conseguir chegar aos 50% na primeira volta. A dispersão de votos que se verificou nas legislativas não deve acontecer nas presidenciais, já que, o PS decidiu não apoiar nenhuma candidatura. A indefinição é benéfica para Marcelo Rebelo de Sousa. 

Durante este período a coligação de direita parlamentar deve ter um comportamento sereno e criar o menos barulho possível também em torno do futuro Presidente da República. Não acredito que Cavaco Silva queira complicar a governação de Costa quando faltam poucos meses para a saída. No entanto, à medida que forem visíveis as divergências nos partidos de esquerda o tema da dissolução tem que merecer uma resposta clara por parte dos candidatos. Nenhum pode ir para Belém sem confessar o que vai fazer. 

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