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domingo, 1 de novembro de 2015

Olhar a Semana - A luta pelo poder

Os problemas que se levantaram após as últimas eleições legislativas têm como objectivo a conquista do poder por parte dos representantes partidários. A Constituição permite três formas de chegar ao poder, sendo que, os blocos eleitos tentam por todas as vias ganhar a batalha da nomeação. 

Também já se percebeu que nenhum dos actores políticos responsáveis pela crise tem intenção de se afastar, apesar das derrotas infringidas no dia 4 de Outubro. A dupla Pedro Passos Coelho e Paulo Portas não quer ficar abandonar o governo, mesmo que fiquem a gerir o poder nos próximos meses. Por seu lado, António Costa joga em todas as direcções para não ser afastado definitivamente. Neste triângulo ainda há José Sócrates, que se comporta como dono da verdade absoluta contra os poderes judiciais defendidas pelos três principais rostos dos nossos partidos. No entanto, o único que detém o poder de decisão é o Presidente da República. Cavaco Silva também faz questão de mostrar que é o dono e senhor do futuro do país, mesmo que se encontre em final da mandato. 

Nos próximos meses as movimentações nos partidos e na própria República farão parte do dia-a-dia. Numa altura em que ninguém tem o poder absoluto, mas apenas a capacidade de tomar decisões temporárias, iremos ter momentos de tensão política, que revelam a verdadeira face dos protagonistas. A procura de um sinal que prejudique qualquer actor político não beneficia a qualidade da democracia, nem os seus representantes, o que causa revolta nos representados. 

A recente crise política pode ser uma oportunidade para os partidos pensarem nas formas com estão inseridos na sociedade. O problema é o jogo de "tachos e panelas" que oculta qualquer possibilidade de esclarecimento interno. Os lugares são sempre dos mesmos, dos que perderam, mas também daqueles que ganharam com maioria relativa. 


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