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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

As más jogadas políticas de Cavaco Silva

O Chefe de Estado também participa nas jogadas políticas dos partidos que começaram no dia 4 de Outubro. Cavaco Silva também tem contribuído para um clima tenso, já que faz tudo ao contrário daquilo que devia fazer. Não se percebe porque razão prefere ouvir em primeiro lugar os parceiros sociais, os banqueiros e só depois volta a ter contacto com as forças representadas na Assembleia da República. Cavaco desvaloriza o papel dos partidos, dando importância a quem detém o poder financeiro e aos que podem controlar as manifestações. Se calhar quis saber o que iria acontecer em termos sociais e financeiros com um governo de gestão ou se indigitar António Costa. 

Os dois cenários são instáveis, mas o primeiro é pior do que o segundo. 

As bocas que Cavaco decidiu mandar na Madeira também não ajudam à serenidade porque criam desconfiança no partido que pretende tomar o poder e mantém esperança naqueles que não o querem largar. A posição do Presidente devia ser mais contida, mas todos percebemos que, em final de mandato, nada melhor do que ser o protagonista do futuro do país, além de condicionar a actuação do próximo inquilino do Palácio de Belém. 

Não tenho dúvidas que Cavaco Silva desceu ao nível dos partidos.

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