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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A importância da Rússia na estratégia europeia

A actual política norte-americana de afastar a Rússia das grandes questões internacionais tem sido um autêntico fracasso. O presidente Barack Obama percebe agora que não pode agir sozinho na luta contra o inimigo, independentemente da sua localização. A forma como os Estados Unidos impediram a Rússia de estar presente nas reuniões do G8 é a prova do falhanço da política externa norte-americana. 

A questão ucraniana não deveria ter servido para afastar Moscovo de um lugar que lhe pertence por direito, já que nunca vai deixar de ser uma super potência. Obama continua com a fantasia que vai haver uma invasão russa aos países do leste europeu. O reforço da presença militar da NATO em vários locais significa um receio infundado. 

Numa altura em que o mundo ocidental luta contra o Estado Islâmico a Rússia e os Estados Unidos devem estar lado a lado porque só assim é possível eliminar a ameaça, embora as divergências sobre a manutenção de Bashar al-Assad no poder seja uma questão que divide. No entanto, o problema urgente não é esse, mas acabar com o crescimento do ISIS. Washington não consegue nada sem Moscovo e vice-versa. 

Neste capítulo a França e Alemanha têm tido uma atitude mais inteligente relativamente a Moscovo, procurando encontrar pontes. É uma realidade que, quase dois anos depois, ninguém fala do conflito na Ucrânia e na conquista da Crimeia pela Rússia. 

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