segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Unida no governo, dividida nas presidenciais

A esquerda portuguesa surpreende todos os dias. Num dia apoio um governo liderado pelo PS, mas depois apresenta candidatos próprios à presidência da república para impedir os concorrentes socialistas de ganharem votos que lhes permita passar à segunda volta. 

Tanto o PCP como o BE querem travar uma vitória de Marcelo Rebelo de Sousa dividindo a esquerda, numa altura em que o eleitorado socialista se parte em duas opções. Não faz sentido os dois partidos apresentarem Edgar Silva e Marisa Matias. No entanto, tem sido a prática nos últimos anos. 

O mais estranho é a diferença de postura face aos dois momentos eleitorais. Numa ocasião apoiam o PS para viabilizar um governo de esquerda, mas não estão com nenhum dos dois candidatos presidenciais que se apresentam no centro-esquerda. 

Ora, não há uma coerência política no PCP e BE a não ser derrotar a direita. Se fosse assim teriam ficado quietinhos e deixar a esquerda inteira votar em Maria de Belém ou Sampaio da Nóvoa. A fragmentação de candidatos prejudicou a esquerda nas últimas eleições presidenciais. Perante este cenário, Marcelo só tem mesmo continuar o seu caminho. 

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