segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Políticas desportivas federativas

As federações desportivas necessitam de oferecer mais apoios financeiros, logística e obter divulgação junto dos meios de comunicação social para as modalidades ditas amadoras crescerem e conseguirem melhores resultados, sobretudo nos Jogos Olímpicos.
Neste campo, o Comité Olímpico de Portugal tem feito um bom trabalho, tentando criar ferramentas que permite aos atletas mais formação, não só a nível desportivo, mas também mental. Nos dias que correm e com a presente competitividade é fundamental trabalhar a cabeça. Hoje em dia a pressão para obter resultados cresce devido à exigência dos adeptos, media e patrocinadores. Numa situação de crise as federações deixaram de ser auto-sustentáveis, passando a estar dependentes da vontade privada.

A crise financeira retirou a capacidade de decisão às federações desportivas que dependiam muito do Estado. 

Há um trabalho de fundo que precisa de ser feito para os nossos atletas terem mais e melhores condições de trabalho. Os projectos devem ser definidos a longo prazo e não no curto, como acontece em algumas modalidades. Considero que um bom resultado nos Jogos Olímpicos é fundamental para o país, mas a preparação não se deve focar apenas na competição desportiva mais importante do mundo, já que as provas mundiais e europeias reflectem mais a qualidade dos atletas devido à sua regularidade. 

Numa altura que falta menos de um ano para os jogos no Rio de Janeiro há imensas questões que devem ser discutidas para não pressionar os atletas. 

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