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domingo, 11 de outubro de 2015

Olhar a Semana - Sem acordo

O maior problema acontece após os resultados eleitorais. Nem à direita ou à esquerda é possível formar um governo que tenha capacidade de durar os quatro anos da legislatura. O partido que tem a possibilidade de ajudar à estabilidade, seja qual for o caminho, também corre o risco de ficar dividido. 

Durante a semana assistimos a uma série de movimentações de todos os partidos para conquistarem o apoio do Partido Socialista. António Costa sentia-se como peixe na água porque não venceu as eleições, mas ficou com o poder nas suas mãos. Por isso é que estava sorridente na noite eleitoral. No entanto, qualquer decisão que venha a tomar vai dividir o PS, à semelhança do que aconteceu com a questão presidencial. Além disso, a liderança vai ser questionada, mesmo que, neste momento, Costa tenha carta branca para fazer o que entender. 

Se o líder socialista der a mão à esquerda, PSD e CDS entram em processo eleitoral interno, se pretender constituir um governo ou efectuar acordos parlamentares com a direita, haverá quem sinta a necessidade de romper as disciplinas de votos. 

Na minha opinião o Presidente da República não deveria colocado a questão de só dar posse a um governo de maioria. Penso que poderia ter deixado a porta aberta para os partidos negociarem as leis consoante a ideologia de cada um. Cavaco Silva fez mal ao ter excluído os partidos da esquerda de qualquer solução, seja de que forma for. A melhor maneira de resolver o diferendo seria responsabilizar a Assembleia da República pelo futuro do país. 

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