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domingo, 18 de outubro de 2015

Olhar a Semana - Mais uma semana agitada, mas não decisiva

Na rubrica desta semana fazemos uma análise ao que poderá vir a acontecer durante os próximos dias. O Presidente vai receber Pedro Passos Coelho amanhã, e inicia a consulta aos partidos na terça e quarta. 

O problema começa amanhã quando Cavaco Silva indigitar Passos Coelho primeiro-ministro e formar governo. A partir daí, a histeria nos restantes partidos será diluída na comunicação social e depois no Palácio de Belém. O chefe de Estado ignora as queixas dos partidos de esquerda, em particular do PS. Nesse preciso momento, começam as divisões internas nos socialistas para o secretário-geral tomar uma posição a favor ou contra na apresentação do programa de governo na Assembleia da República. 

O programa passa mesmo com os berros de António Costa. O maior problema é o Orçamento de Estado por causa das exigências europeias. Outro aspecto tem a ver com a realidade do país. Será que vamos conseguir atingir o défice de 3% em 2015  e com isso utilizar os mecanismos de flexibilização? Ninguém sabe responder porque as dúvidas colocadas por Costa na TVI e as garantias de Maria Luís Albuquerque são vão ser respondidas mais tarde. 

No meio das questões em torno da formação da nova maioria fico indignado porque ninguém quer saber da opinião do deputado do PAN. Mesmo sendo apenas um penso que deveria ser incluído na confusão que se instalou após a eleições até para adquirir experiência. Uma coisa é certa: todos querem ficar o poder, já que, quem não o tiver perde legitimidade interna. Isto vale principalmente para Passos Coelho e António Costa, mas também deveria servir para Paulo Portas e a própria Catarina Martins. Nem sequer menciono a longevidade de Jerónimo Sousa. 

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