terça-feira, 27 de outubro de 2015

O novo governo não merecia cair

As escolhas de Pedro Passos Coelho para o novo executivo parecem acertadas. Por um lado, foram substituídos ministros que eram bastante contestados, além de estarem ligados à máquina do PSD e CDS, como são Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato, Miguel Poiares Maduro e António Pires de Lima. Os dois primeiros nunca conseguiram gerar consensos nos respectivos sectores. 

O primeiro-ministro nomeou pessoas que têm experiência governativa, mas também profissional, de forma a tentar alterar o voto dos socialistas e acalmar a esquerda. A introdução de um Ministério da Cultura mais não é do que ceder às pressões dos socialistas e de alguns lobbys do sector que reclamam mais apoio. 

Os ministros do CDS ficaram todos, o que significa o peso de Paulo Portas no executivo. No entanto, tanto Pedro Mota Soares como Assunção Cristas estiveram entre os melhores. Na saúde, Paulo Macedo sai de cena depois de ter cumprido a missão de colocar o Serviço Nacional de Saúde na ordem. 

O governo pode ter apenas dez dias de duração, mas ninguém pode acusar Passos Coelho de não ter tentado. Os ministros garantem a execução de políticas viradas para as pessoas. No entanto, não percebo porque razão Fernando Negrão foi repescado para o ministério da Justiça depois de ter perdido a eleição para presidente da Assembleia da República. Passos escolheu o deputado em dois dias?

O primeiro-ministro deve exigir a António Costa que apresente a sua ideia de governo. A eleição de Ferro Rodrigues para líder da Assembleia da República é um sinal que nada vai mudar no legado de Costa. 

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Boa noite
Esta leitura deixou-me actualizado com as noticias da politica do país.

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