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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Governo de iniciativa presidencial

A melhor opção para o país será a terceira via, isto é, a opção por um governo de iniciativa presidencial. No entanto, nenhum dos partidos aprovava essa solução na Assembleia da República devido ao ambiente crispado em que vivemos. Nesta situação, nem a maioria de direita aceitaria a decisão. O problema tem a ver com a manutenção do poder por parte do PSD/CDS e da conquista no lado da esquerda. 

Um governo de iniciativa presidencial acabava com o clima tenso numa altura muito importante para o país. Uma vez que acabámos de sair do resgate a consolidação orçamental e recuperação económica têm de ser garantidas. Ora, se tivéssemos líderes responsáveis nos partidos que não se preocupassem apenas com o poder, talvez fosse possível sentar todos na mesma mesa em prol dos interesses públicos. 

Tenho a certeza que o executivo conseguia consensos porque não excluía ninguém das negociações e fazia o que era necessário para o país. O governo poderia juntar pessoas ligadas a todas as forças partidárias, embora o primeiro-ministro fosse uma personalidade da confiança política de Cavaco Silva. A solução não teve muito sucesso no passado, mas o presente exige uma solução destas para acalmar as hostes partidárias, já que, não há razões políticas por detrás das decisões tomadas nos últimos dias. Como expliquei no post anterior, os partidos têm actuado por vingança e não através das convicções políticas. 

1 comentário:

Fernando Vasconcelos disse...

Francisco,
O actual clima deve-se a três erros dois dos quais da responsabilidade do presidente da republica e um da responsabilidade do António Costa. O clima gerado actualmente isenta o primeiro ministro e o líder do CDS que neste particular fizeram o que tinham a fazer com destaque para este ultimo que, e muito bem colocou à disposição o lugar num eventual governo que incluísse o PS.
Primeiro erro, do António Costa ao afirmar antes das eleições que não viabilizaria um governo com base na coligação. Está errado porque isso deveria depender do programa e do que eventualmente fosse capaz de negociar com a dita. É um preconceito e uma exclusão sem sentido. Deveria isso sim anunciar que medidas exigiria que fossem tomadas para o aprovar ou não aprovar.

Segundo erro do presidente da república ao chamar apenas o Passos Coelho. Não é consistente com o desejo de entendimento que tanto defende. O que deveria era ter chamado os três e dito até talvez ao mesmo tempo: meus senhores a bem do país é bom que se entendam. Ao fazer como fez subalternizou uma das partes de forma irreversível.

Pior do que isso e terceiro erro aquele discurso que obviamente só poderia radicalizar o PS e impedir até que houvesse dissidências dentro do seu grupo parlamentar.

Há quem pense que os erros 2 e 3 não foram erros, que foram premeditados com o objectivo de obliterar o PS e criar uma maioria quase eterna de centro direita ... não vou por aí ... e daí ... é a escolha entre um plano maquiavélico e a pura imbecilidade politica. Ah espera, o meu ex-presidente na verdade para a politica tem zero de jeito ... vou para o segundo cenário. É mesmo pura falta de jeito.

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