sábado, 31 de outubro de 2015

Figuras da semana

Por Cima

Pedro Passos Coelho - O primeiro-ministro nomeou um governo equilibrado e com caras novas, além de ter introduzido o Ministério da Modernização Administrativa para efectuar uma verdadeira reforma do Estado. A saída de Paula Teixeira da Cruz e Nuno Crato mostra que o chefe do executivo não é alheio ao que se passa na rua. Os dois anteriores ministros não recolhiam consenso no sector. A manutenção do seu núcleo duro, também revela inteligência na forma como se quer proteger dos ataques provenientes da oposição, sindicatos e comunicação social. O próximo teste será a aprovação do programa do governo na Assembleia da República. 

No Meio

Paul Ryan -  O republicano foi eleito para "Speaker" do Congresso norte-americano. Numa altura em que o Partido Republicano se encontram profundamente divididos, como se nota nos debates, nada melhor do que um pacificador para restaurar o equilíbrio entre os vários sectores. O nome encaixa bem, também para evitar uma vitória dos democratas nas eleições do próximo ano. O gesto de Ryan ao só ter aceite o convite caso o Partido mostrasse unidade é um sinal de maturidade política. Quem sabe se estamos perante um futuro candidato à Casa Branca.

Em Baixo 

Acordo Esquerda - Os sinais de desentendimento entre os partidos de esquerda são mais do que os consensos. Catarina Martins e Jerónimo de Sousa disseram publicamente que não concordam com alguns aspectos essenciais. O caso mais inacreditável foi a confidência por parte do líder comunista que rejeita o Tratado Orçamental. No entanto, o mais grave é o facto dos partidos não estarem reunidos todos à mesma mesa. Ou seja, o PS é o único que tenta perceber quais são as reivindicações das duas outras forças. Isto mostra claramente que António Costa quer um entendimento à força para continuar a ter poder dentro dos socialistas. O secretário-geral socialista ainda vai a tempo de reflectir sobre aquilo que é melhor para os interesses do partido e também do país, até porque Francisco Assis já mexe com os outros desalinhados, além de Carlos César não ter sido apoiado por todos os deputados socialistas na eleição para líder da bancada parlamentar. 

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