Há muito tempo que, em Portugal, os resultados das eleições legislativas são uma incógnita. A onda de incerteza reveladas pelas sondagens não sucede só no nosso país. As legislativas na Grécia, no Reino Unido e na Dinamarca também foram encaradas com intranquilidade. Na Grécia foi preciso recorrer a dois actos eleitorais para o Syriza necessitar de fazer uma coligação governamental. No reino da Dinamarca os liberais também precisaram de parceiros para formar governo. O único que dispensou alianças foi David Cameron.
Durante a campanha tem havido um apelo à maioria absoluta por parte dos partidos de direita. A esquerda reclama chegar ao poder porque terá maioria parlamentar. Ou seja, cabe ao Presidente da República decidir quem ocupa o Palácio de São Bento. Se as sondagens estiverem correctas tanto Passos Coelho como António Costa têm legitimidade para pedir ao PR uma oportunidade. Neste caso a esquerda leva vantagem sobre a direita. A não ser que haja uma surpresa.
A única maneira de terminar com todos os pontos de interrogação é aparecer essa surpresa. Dizem que o PAN e o Livre podem ajudar a desfazerem algumas dúvidas.


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