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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

As minhas eleições: José Baptista (3)

Os dias frenéticos que antecederam a escrita e publicação deste comentário pessoal no blog "Olhar Direito" foram momentos intensos, cheios de tensão própria da época mas reveladores de um momento pré eleitoral esclarecedor.
Agradeço ao Francisco pelo convite para publicar estas linhas pessoais no seu blog, na expectativa que possam interessar a quem as venha a ler.
Nota Prévia: são duas da manhã e estou na auto-estrada do Norte, a caminho de Lisboa, depois de um serão a ouvir Marcelo Rebelo de Sousa, um animador nato de plateias!

Vamos por pontos:

Ponto 1:
Considero que esta campanha foi das mais esclarecedoras a que já assisti. Debateram-se os programas propostos, os métodos e os caminhos. Houve dois debates realmente interessantes, os outros serviram para satisfazer o pluralismo que é importante mas não para decidir caminhos. Ficámos a perceber que o Partido Socialista apresentou vários cenários macro económicos com diversos programas e que, no fim de todo o processo, o seu líder António Costa se manteve sem compreender as tabelas de Excel que os seus peritos lhe prepararam. Outra hipótese é o Partido Socialista não querer mesmo dizer o que tinha escondido nas contas, os cortes que propõe e que não quer revelar, além das medidas menos populares que, uma vez Governo, teria de tomar. Preferiu ficar pelo facilitismo em vez de dizer a verdade: o país ainda não está curado do muito mal que lhe fizeram durante muitas gerações e precisa de continuar a ser vigiado de perto, ou seja, a festa da Parque Escolar, dos TGV's e das obras públicas não pode voltar. Nem dia cinco nem num futuro longínquo!

Ponto 2:
A dupla da Coligação Portugal à Frente, Passos e Portas, superou as expectativas. Uniram-se e mostraram aos seus Partidos que juntos podiam muito mais. Ajustaram os discursos, alinharam as prioridades, agiram para não terem de reagir. E conseguiram dar o peito em vez de se acanharem nos momentos que correram menos bem.
A Coligação veio a eleições para as ganhar sabendo que o caminho era difícil. Chega ao fim da campanha com o desejo inequívoco de alcançar uma maioria... Mas disso falaremos mais à frente.

Ponto 3:
António Costa e o Partido Socialista não perceberam que Portugal sofreu demasiado para que estes continuem a brincar, ensaiando sucessivos atos irrefletidos. A vitória que almejam nestas eleições, para taparem o colossal buraco nas contas do Partido que neste momento são uma calamidade e ao mesmo tempo satisfazerem uns amigos, depende dos portugueses perceberem o projeto que é apresentado, o que acontece amanhã às pensões, à segurança social, aos funcionários públicos, ao apoio aos jovens com políticas ativas de emprego, ao apoio aos mais velhos e a tanto mais neste nosso Portugal, à mercê das vontades de um qualquer decisor político, que antes de eleições não tem coragem de dizer ao que vai verdadeiramente.

Ponto 4:
A necessidade da estabilidade é uma arma poderosa da maioria e essencial para quem almeja realmente governar. Governar no sentido grandioso, no sentido do dever cívico, das convicções, da necessidade do país. Não governar para se ser absoluto mas sim para se ser incisivo na terapia e convicto no resultado.
Uma maioria não se quer absoluta para se ser dono e senhor mas sim para proteger o país de uns loucos que já afirmaram que chumbarão um Programa de Governo ou um qualquer Orçamento que venha da Coligação seja ele qual for. A maioria absoluta permite ao país ter a garantia que dentro de poucos meses não estaremos a caminhar para eleições antecipadas. A mensagem que se impõe é simples: só uma maioria, com 116 deputados eleitos das listas da Coligação, garante a estabilidade que os juros da dívida pública exigem, a segurança do funcionamento do Estado social, o garante do serviço nacional de saúde e um apoio real aos que mais necessitam.

Ponto 5:
Hoje, sexta feira dia dois de outubro, termina a campanha. Para uns acaba-se o período de esclarecimentos. Para outros terminam os momentos de humor, os circos preparados sem palhaços dos bons, as manifestações encomendadas, as promessas de tudo e mais alguma coisa e as patetices próprias destes momentos.
Para todos hoje é dia de continuar a respirar liberdade e acreditar que no amanhã, no futuro da minha geração, dos nossos filhos e dos nossos netos, Portugal será um país de contas certas, que não deve nem teme, que não volta a baixar a cabeça nem a ser subjugado porque não se soube governar. O sentimento de vergonha que vivemos em dois mil e onze, por força das políticas erradas e ainda hoje desejadas pelo Partido Socialista, é aquilo que nunca mais quero voltar a sentir. Nunca mais!

Dia 4 de outubro, de forma convicta, votarei por Portugal. Sempre e acima de tudo por Portugal!


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