quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As fronteiras de Moscovo

A ajuda de Moscovo ao regime liderado por Bashar al-Assad no combate ao Estado Islâmico tem provocado desconfiança no Ocidente, bem como descoordenação no terreno devido à presença das forças curdas e dos ataques aéreos da coligação internacional orientadas pelos Estados Unidos. Ou seja, os rebeldes islâmicos lutam pela sua sobrevivência em várias frentes. Não percebo como ainda não foram destruídos.

Não se pode estar sempre a desconfiar das intenções russas. Se age é porque tem interesses obscuros, se fica parada não quer fazer parte dos alinhados. 

Tenho a convicção que uma força constituída por Damasco e Moscovo seria perigoso, mas como acontece em todo o mundo, as forças do Estado Islâmico são um problema para a segurança mundial. 

A Rússia combate contra os militantes e não a favor de Bashar al-Assad. A posição assumida agora por Moscovo devia ter sido a mesma de Washington. A única maneira de conhecer os terrenos pisados pelo ISIS passa por aceitar a orientação do regime. Quando a guerra terminar Assad já não será mesmo, nem terá apoio suficiente para se manter no país. No entanto, há uma causa comum que se chama Estado Islâmico. Se o objectivo de todos é derrubar militarmente o movimento, porque razão se criam divisões num espaço curto de território. 

O combate dos Estados Unidos ao Estado Islâmico tem sido um fracasso. Os ataques aéreos não fazem mossa na estrutura. A única forma é combater no terreno. Se os Estados Unidos estão com medo de avançar, não tenho dúvidas que a Rússia irá tomar essa decisão. 

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