segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Republicanos perdem peso político


A saída de Scott Walker da corrida republicana à Casa Branca provoca um vazio nas primárias do próximo ano. O mesmo acontece com a demissão de Joe Boehner como "Speaker" do congresso norte-americano. Os dois acontecimentos estão ligados devido ao momento eleitoral nos Estados Unidos. As consequências das duas baixas são internas e externas. No plano interno, Donald Trump fica sem opositores credíveis até às primárias de Fevereiro de 2016. Nesta altura, as únicas candidaturas que ameaçam o milionário são as de Jeb Bush e Marco Rubio. Scott Walker era um figura forte e capaz de trazer credibilidade ao partido. Em relação às consequências externas, não tenho dúvidas que Hillary Clinton ganha com a saída do governador do Wisconsin. A ex-primeira-dama não tem que se preocupar com a oposição, embora Trump seja forte no plano mediático e populista. Por outro lado, a antiga secretária de Estado tem vantagem no plano ideológico. Contudo, isso nem sempre é o mais importante no acto legislativo. 

A demissão de Joe Boehner do congresso também significa uma vitória para os democratas, que têm tido pouco espaço de manobra nas duas câmaras norte-americanas. Donald Trump também sobe na estrutura partidária porque não tem de prestar contas com ninguém ligado ao partido. 

As pessoas que poderiam dar financiamento, espaço mediático e ideias políticas para o Partido Republicano tirar a Casa Branca aos democratas saem de cena antes do início das primárias. Tendo em conta que Joe Biden não vai concorrer contra Hillary e Barack Obama estará ao lado desta na campanha, vejo que os republicanos foram lançados às feras. Ou seja, não há ninguém que ofereça suporte institucional aos candidatos. O único que não se importa com isto é Donald Trump.

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