segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Quem vai cortar as pensões

O discurso sobre as pensões é demagógica nos dois principais partidos. Nem a coligação ou o Partido Socialista explicam como vão reformar a Segurança Social. Uns não dizem como vão obter 600 milhões e os outros utilizam a palavra congelamento para recolherem receitas. 

No dia-a-dia da campanha eleitoral, Passos Coelho e António Costa prometem aquilo que sabem não cumprir. Neste aspecto, tiro o chapéu a Catarina Martins porque desarmou Paulo Portas, Passos Coelho e António Costa nos debates televisivos. Por tudo isto, não percebo a euforia da coligação quando, o líder socialista no segundo confronto com o primeiro-ministro, ficou embaraçado quando questionado sobre a questão.

A forma é sempre a mesma, mas os prejuízos também. Ninguém vai esquecer o que foi dito na campanha eleitoral. O problema será maior para António Costa do que em relação a Passos Coelho porque o primeiro terá a comunicação social em cima na altura de tomar decisões. Um começo em falso no executivo será escrutinado. Mas não só. O acordo para uma coligação de esquerda depende da palavra dada e honrada que o líder socialista frisou nos comícios. O PCP já se colocou de fora, mas o Bloco de Esquerda fez uma proposta sem ter tido resposta do secretário-geral socialista.

Infelizmente a campanha tem sido dominada pelo tema da segurança social. Os candidatos insistem na discussão para mostrarem aos eleitores quem tem mais probabilidades de não cumprir com a palavra.

Sem comentários:

Share Button