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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Perdoar o aborto não retira culpa

O Papa Francisco I surpreendeu mais uma vez ao perdoar todas as mulheres que cometem aborto. Ora, as orientações do líder religioso não têm que ser seguidas por todos os padres. Certamente que haverá padres que não vão obedecer aos pedidos. A questão do aborto ainda é delicada em todo o mundo, e não pode ser resolvida com um mero perdão por parte da Igreja Católica. Na minha opinião, Francisco I tem-se tornado populista e humanista nas decisões que toma. Não estamos perante um líder político ou religioso, mas um homem com coração que sabe ver além das próprias responsabilidades. 

As mulheres que abortam não devem ser punidas criminalmente, mas também não podem ser perdoadas facilmente. O que está em causa é uma vida humana, e mesmo que ela não tenha sido desejada ou não haja condições para a receber, o aborto deve ser sempre o último recurso. 

Nesta questão a intervenção da Igreja é irrelevante, já que a alma de quem aborta não deixa de ficar arrependida porque o padre perdoou o seu acto. É um sentimento que está sempre presente na vida da pessoa. Por este motivo acho que Francisco I se está a intrometer num assunto que não exclusivamente respeito à Igreja. 

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