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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ninguém quer o Novo Banco

O governo e o Banco de Portugal estão a ter dificuldades em vender o Novo Banco. Aquilo que parecia ser uma compra apetecível tornou-se num encargo para o Estado. O Novo Banco não é o Banco Espírito Santo, mas tem os mesmos problemas e defeitos. Ou seja, os produtos tóxicos não ficaram todos na instituição fundada por Ricardo Salgado. 

Tal como aconteceu com a privatização da TAP, parece que as companhias portuguesas não têm recursos para atrair o investimento estrangeiro. Tanto a companhia aérea como o banco deixaram uma imagem negativa devido à gestão ruinosa das respectivas administrações. Não é fácil o governo vender a ideia que está tudo bem com as empresas. Por alguma razão as duas chegaram a um estado calamitoso. A TAP ainda se safou, mas podia e devia ter melhores compradores. O Novo Banco não vai conseguir o mesmo êxito, ainda por cima numa altura em que Pedro Passos Coelho vai estar empenhado na campanha eleitoral e delegando em Carlos Costa a responsabilidade do falhanço do negócio. Isto é, se nada for conseguido ou mal executado a culpa recai sempre no governador. 

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