segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Figuras eleitorais

A campanha eleitoral para as eleições legislativas em Portugal em Outubro e as presidenciais norte-americanas no próximo ano estão a ser marcadas pelo mediatismo em torno de José Sócrates e Donald Trump. Os dois marcam a agenda da comunicação social e dos eleitores na habitual conversa de café. Enquanto que as forças partidárias e os restantes candidatos republicanos optam por trazer questões importantes, existem outros sectores que preferem questões menores, como é a possibilidade de Sócrates contaminar o período em que estamos e as declarações do milionário norte-americano relativamente a vários assuntos. 

Naturalmente que o ex-primeiro-ministro não é candidato, mas pode vir a interferir no resultado final se quiser bater no governo ou na liderança de António Costa. Não acredito em coincidências e acredito que Sócrates preferiu sair agora do que há três meses para perturbar a campanha e não a conclusão da fase de inquérito.

O mesmo se passa com Donald Trump, embora com alcance diferente. O milionário está na campanha republicana para fazer ouvir a sua voz e mostrar o poder financeiro. No fundo, pretende avisar os outros candidatos que o dinheiro sozinho também é capaz de vencer eleições. Não bastando fazer promessas políticas. 

Na minha opinião era importante que as duas figuras fossem afastadas das respectivas campanhas. No entanto, acho difícil que aconteça, porque quando Sócrates abrir a boca vai ser uma confusão e Trump lidera as sondagens no Partido Republicano. 

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