segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Europa mais solidária


A forma como os partidos políticos olham a organização política da União Europeia mostra que podemos ter um debate interessante sobre o assunto. As críticas feitas por António Costa e alguma esquerda relativamente à maneira como o executivo tem cedido às exigências da Alemanha e França são justas, embora o Partido Socialista, como se viu com José Sócrates, não consiga fazer melhor quando estiver no poder. As promessas feitas pelo secretário-geral socialista nesta matéria não são coerentes com aquilo que acontece nos bastidores. 

Os únicos partidos que poderiam defender mais os interesses nacionais nunca vão estar no governo. Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português dificilmente terão voz neste assunto. 

O que se discute é se existe ou não mais solidariedade na Europa e qual forma de cumprir com essa obrigação dos países mais poderosos junto dos desfavorecidos. No entanto, também é importante que os últimos trabalhem mais para ficarem ao nível dos primeiros. 

A crise grega não foi unicamente financeira, tendo tido contornos políticos. Alguns reclamaram que Portugal devia estar ao lado da Grécia, situação que o governo rejeitou liminarmente. 

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Uma mensagem muito oportuna.
Penso também assim. Precisamos de dar voz ao partido comunista.
Hoje o partido situa-se onde esteve o partido socialista em 1975 e anos seguintes.

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