terça-feira, 29 de setembro de 2015

Bloco alemão

Conferência no ISCTE com Brendan Simms


A Alemanha sempre teve um papel importante dentro da Europa, mas também foi olhada com desconfiança devido às feridas causadas pela segunda guerra mundial. 

Nesta década o poder económico de Berlim garantiu influência sobre o rumo da União Europeia. A crise do euro é o exemplo mais notório da força conquistada pelo governo alemão, sobretudo desde que Angela Merkel é chanceler. 

Na minha opinião a Alemanha é amada por uns e odiada por outros. Os que não gostam das políticas alemãs são países como Portugal, Grécia, Espanha e o Reino Unido. Ninguém adivinhava que o poder na Europa mudasse de Londres para o eixo Paris-Berlim. No entanto, isso aconteceu devido ao crescimento económico que permitiu às empresas alemãs serem responsáveis pela valorização da moeda única. 

Neste momento o apoio dos países de leste, outrora inimigos, constitui um bloco a leste que impede a influência de Moscovo e cria divisões no resto da Europa. Ou seja, nenhum outro país tem a capacidade para criar um bloco. 

A força não vem só da economia. Ao longo dos últimos anos conquistou poder político dentro e fora das instituições europeias. As decisões tomadas com Paris reduziu as principais figuras europeias, como foi o caso de Durão Barroso, a meros actores que serviam apenas como mensageiros. 

Desde o fim da segunda guerra mundial que a Alemanha tem vindo a subir, ao ponto de serem maiores do que a própria União Europeia. Isto é, na Europa existe apenas o bloco alemão.

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