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domingo, 13 de setembro de 2015

Arruada eleitoral - A nudez entra na campanha

A primeira semana de pré-campanha teve vários episódios que foram relatados, mas merecem ser recordados. 

A democracia portuguesa assiste a tempos de antena inéditos. Pela primeira vez uma candidata à Assembleia da República transmite mensagens políticas através da nudez. As fotografias não estão colocadas em nenhum outdoor, mas em capas de revistas. Talvez seja a melhor forma de chamar a atenção já que ninguém liga ao que está escrito nos cartazes, mesmo que contenham frases não autorizadas e imagens retiradas dos bancos de imagens. Joana Amaral Dias retirou o protagonismo a Pedro Passos Coelho e António Costa ao aparecer nas capas da revista Cristina e da Vidas. Não se pense que foi apenas um acto isolado porque a candidata do Agir confirmou à RTP2 que pretendia passar uma mensagem com natureza política. Aqui está uma forma diferente de fazer campanha e chamar a atenção dos meios de comunicação social para as causas do partido. O país aguarda com expectativa o tempo de antena do Agir......

A outra personagem que tem sido constantemente mencionada, mas não anda nas ruas é José Sócrates. O ex-primeiro-ministro já está em prisão domiciliária como era sua intenção para ser o centro de todas as atenções. Um dia antes do debate entre Costa e Passos Coelho decidiu abrir a boca e declarar apoio ao líder socialista. O secretário-geral não se importou com isso, mas também não rejeitou peremptoriamente visitar o seu amigo e camarada na porta 33 da Rua Abade Faria, onde Mário Soares já entrou três vezes, enquanto Costa fica sozinho. No dia seguinte, circulou na internet uma fotografia de Sócrates com vários peso-pesados do PS que suscitaram várias interpretações. Tenho a certeza que antes do arranque oficial da campanha, no dia 20, Sócrates vai dar uma entrevista.

As peripécias de Joana Amaral Dias e o processo mediático de José Sócrates colocaram o debate entre os candidatos a primeiro-ministro para segundo plano. Não houve novidades no discurso de Passos Coelho e na atitude de António Costa. O confronto teve momentos interessantes, mas sem aquele sal que costuma marcar este tipo de eventos. Mário Soares e Álvaro Cunhal vão continuar a serem recordados nas futuras campanhas eleitorais. 

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