segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Marcelo é o único vencedor da direita

Os potenciais candidatos sociais-democratas às eleições presidenciais estão escolhidos. O próprio partido decidiu excluir Santana Lopes, Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa da participação na Universidade de Verão deste ano. Não quer dizer que os três vão a jogo após as legislativas, já que os avanços e recuos dependem sempre da agenda da direcção, bem como dos restantes concorrentes. 

Neste momento Santana Lopes e Rui Rio esperam um apoio formal do PSD, mas isso só acontecerá em Outubro após o resultado das legislativas porque pode haver uma nova direcção. Não acredito que os dois ex-autarcas avancem sozinhos. Por seu lado, Marcelo Rebelo de Sousa vai a jogo já que conta com apoios de vários quadrantes da sociedade portuguesa. Podemos fazer uma comparação com António Sampaio da Nóvoa, mas o comentador tem mais força e competência para ser Presidente da República. 

A forma de avançar para uma candidatura não é irrelevante. Marcelo consegue caminhar por meios próprios e segue em frente com a sua vontade sem ter uma estrutura ao seu lado, que lhe garante apoios, comícios cheios e tempo de antena. Os outros dois estão ligados à máquina e sem ela não conseguem sobreviver politicamente.

Na minha opinião este motivo vai fazer a diferença porque as presidenciais são eleições cada vez mais pessoais. Nos últimos anos, as candidaturas de Cavaco Silva foram um exemplo disso, tem havido inúmeros candidatos que concorreram independentemente da vontade dos partidos. No PS também aconteceu com Manuel Alegre. Fernando Nobre também beneficiou por não estar ligado a nenhuma força. 

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