sexta-feira, 21 de agosto de 2015

A desagregação

O anúncio de eleições antecipadas na Grécia por Alexis Tsipras teve como efeito dividir o partido que conquistou o acto eleitoral em Janeiro. Alguns membros do Syriza saíram e vão constituir a Unidade Popular. Não se sabe qual é a ideologia, mas não deve andar muito longe dos valores defendidos por Tsipras e companhia. É apenas mais um partido que vai participar nas próximas eleições. Há medida que os governos falham as metas nasce uma nova força política na Grécia. A democracia chegou a um ponto semelhante ao que se verifica na corrida republicana para a Casa Branca. Ninguém sabe os valores que defendem, as propostas ou porque razão se candidatam. 

Na minha opinião estamos perante uma anarquia política, tanto na Grécia como nos Estados Unidos. A constituição de novos partidos é importante, mas que não tenham como propósito fazer face a vinganças políticas.

A divisão no Syriza começou a ser uma realidade a partir do momento em que Tsipras não respeitou a vontade do povo grego no referendo. A Unidade Popular pretende satisfazer a vontade da maioria da população, ou seja, sair da zona euro. Não percebo porque razão o ex-primeiro-ministro não deu um passo frente sabendo que não iria ter flexibilidade europeia. O Syriza revelou que não tinha estofo para defender os interesses dos gregos. Por este motivo a Unidade Popular vai tentar esmagar o Syriza nas próximas eleições. 

O Presidente grego deu posse ao principal partido da oposição. No entanto, tem de haver eleições antecipadas porque a própria Nova Democracia também não garante estabilidade governativa. 

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