O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, ganhou um novo inimigo que se chama Jean-Claude Juncker. O presidente da Comissão Europeia diz que Portugal sempre se opôs a um perdão da dívida grega. Passos Coelho nega.
O problema para o chefe de governo não seria grande se, após o entendimento entre a Grécia e os credores, tivesse saído da reunião sem ter dito que o acordo foi quase por obra e graça de Passos Coelho.
Quase uma semana depois do fim da tragédia grega voltamos a ter notícias sobre os bastidores dos vários encontros. As declarações de Juncker não minam a credibilidade de Passos Coelho, mas é um bom tema para o Partido Socialista, já que António Costa tem pedido ao governo português para ser mais flexível.
Quando o primeiro-ministro revelou que a ideia do novo acordo tinha nascido da sua cabeça parece que esteve sempre ao lado do executivo liderado por Alexis Tsipras. Isso todos nós sabemos que nunca aconteceu. Infelizmente este é um assunto que já foi aproveitado pelos socialistas.
Neste momento Pedro Passos Coelho e o governo não podem cometer este tipo de erros nem atitudes porque o que menos precisam agora é uma chuva de críticas que perturba as sondagens.

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