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terça-feira, 7 de julho de 2015

Nem uma vírgula

No debate sobre o Estado da Nação que se realiza amanhã na Assembleia da República, vamos assistir a uma discussão com sabor a campanha eleitoral. O confronto será o último da legislatura sem que António Costa estivesse uma única vez no Parlamento, já que não foi eleito deputado. Também não será se perder as legislativas porque volta para a Câmara de Lisboa. 

O governo e a oposição não vão mudar uma vírgula nas acusações, palavras e discurso que têm proferido ao longo da última sessão legislativa. A temporada parlamentar fica marcada pelo aparecimento de casos relacionados com problemas fiscais do primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho defendeu-se bem nos dois casos que teve de enfrentar. Hoje já ninguém se lembra do que se passou, sendo que as sondagens reflectem a despreocupação com que os portugueses encararam esse tema. Foi um bom assunto para as primeiras páginas da comunicação social.

Não acredito que o Partido Socialista, através do líder parlamentar Ferro Rodrigues, encare o último debate com a mesma autoconfiança dos últimos tempos. As sondagens obrigam a uma mudança por parte dos socialistas. Não sei se o farão porque existem demasiadas nuvens a pairar na actual liderança, mas ainda vão a tempo de alterar o rumo. 

A maioria pode sossegar face aos números, mas ainda tem trabalho para fazer. É preciso explicar que factores contribuirão para o crescimento da economia e aumento de euros nos bolsos das pessoas. A proposta de António Costa em aumentar o salário mínimo nacional deveria ser acompanhada pelo executivo. 

Penso que o governo sai por cima neste final de legislatura. O debate de amanhã será uma demonstração de superioridade da maioria sobre o Partido Socialista que tem adoptado uma atitude de sobranceria face às sondagens no início do ano. A culpa é do velho "socratismo" que Costa recuperou para a linha da frente no parlamento nacional. 

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