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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Europa fracturada

A unidade dentro da União Europeia fica beliscada com a crise grega. A partir de agora vamos assistir a uma divisão de dois blocos que será mais visível nas reuniões ao mais alto nível, isto é, entre os chefes de Estado e governo, que terá consequências na forma como a Comissão Europeia tenta implementar o seu programa. O funcionamento do Parlamento Europeu também poderá ficar comprometido.

A forma como a Alemanha empurra a Grécia para fora do euro será aproveitado por alguns para fazer campanha anti-Berlim. Não só os partidos de protesto nos vários países, mas também executivos menos contentes com o diktat alemão. Na linha da frente está o Reino Unido que tem um referendo marcado para 2017. Londres não vai ter nenhum problema em utilizar a questão grega para convencer os britânicos a votarem favoravelmente a saída do país da União Europeia. Na Dinamarca também é conhecido o eurocepticismo das pessoas. Curiosamente nem britânicos nem dinamarqueses estão dentro do euro. Iremos ter problemas se a União Europeia obrigarem os respectivos governos a ajudarem os gregos 

Não é por acaso que David Cameron e George Osborne já manifestaram a intenção de não dar um cêntimo a Atenas. 

Neste momento o único motivo de segurança é o facto da França ter estado contra os alemães na expulsão da Grécia do euro. 

O tempo e as instituições europeias perdem peso e importância. O assunto deveria merecer reflexão pelos próprios Estados que constituem o pilar europeu. Não será o federalismo que resolve os problemas. 
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