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terça-feira, 21 de julho de 2015

António Costa e Passos Coelho com lideranças seguras

As próximas eleições legislativas em Portugal vão ser quentes. As sondagens revelam que está tudo em aberto até ao próximo dia 27 de Setembro ou 4 de Outubro. Quanto mais tarde for o acto eleitoral, maior é a probabilidade da coligação ganhar pontos, seja para se aproximar do Partido Socialista ou ficar em vantagem. 

Na última entrevista à SIC, o primeiro-ministro não disse se pedia a demissão em caso de derrota. António Costa também não deixou no ar qualquer pista sobre o que poderá fazer. Percebo os dois líderes porque a vantagem de um não será suficiente para governar em maioria. Isso oferece esperança ao líder que perder já que fica em aberto a realização de novas legislativas porque as presidenciais que se realizam logo a seguir são importantes para definir o futuro. Ou seja, o novo Presidente da República quando entrar tem a responsabilidade de manter ou demitir o novo executivo. A decisão será tomada consoante o momento político. 

Apesar das indefinições, tanto Passos Coelho como António Costa deveriam colocar a hipótese de convocar eleições internas nos respectivos partidos na eventualidade de não alcançarem os objectivos. Isso evitava que as oposições sejam obrigadas a fazer pressão para novo acto eleitoral antecipado. No entanto, Costa e Coelho vão refugiar-se no argumento que o próximo governo não dura muito e também que têm mais um ano de mandato como líderes partidários. 

Neste momento tudo a joga a favor dos dois em caso de derrota, o que raramente acontece na política portuguesa. Passos Coelho fica mais seguro porque Rui Rio quer Belém. 


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