sexta-feira, 12 de junho de 2015

Maioria sobe, Partido Socialista desce

A última sondagem divulgada coloca o PS com mais três pontos percentuais do que a coligação formada pelo PSD e CDS-PP. 

Nos últimos meses assistimos a uma confiança desmedida dos socialistas numa vitória eleitoral em Setembro ou Outubro. Quando faltam 4 meses para o acto eleitoral, verificamos uma tendência de subida na coligação e descida no Partido Socialista. Ainda falta os partidos da direita apresentarem uma lista de independentes que estará na Assembleia da República nos próximos quatro anos para subir mais nas intenções de voto. Ou aproximarem-se de Marinho Pinto para formar uma coligação de três partidos. Neste momento tudo joga a favor de Portas e Passos Coelho, já que os partidos de esquerda, em particular o PCP, não querem apoiar António Costa. 

Em Setembro este cenário era impensável pois Costa tinha tudo para ser eleito primeiro-ministro. Venceu Seguro nas primárias e o governo caminhava para o seu fim. É impressionante como tudo mudou em poucos meses. A culpa não é dos ventos desfavoráveis aos socialistas nas últimas eleições em vários países europeus. O secretário-geral do PS ainda não percebeu que não pode adoptar o mesmo discurso de antigos líderes socialistas, em particular de José Sócrates na campanha eleitoral em 2009. Também não convém ameaçar que vai rasgar todos os compromissos estabelecidos pelo governo durante o mandato, como foi a reforma da justiça, a privatização da TAP e outros assuntos. As pessoas não acreditam neste discurso porque procuram alternativas políticas e não discursos fáceis. 

A maioria tem optado pela melhor estratégia. Não muda uma vírgula às opções tomadas ao longo do mandato. Seria fácil dizer que optavam por um caminho diferente só para conquistar mais votos. Ainda bem que em Portugal a forma de fazer política começa a ser diferente, sobretudo nas campanhas eleitorais. O único ainda não percebeu isso foi o candidato a primeiro-ministro do Partido Socialista. 

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