segunda-feira, 15 de junho de 2015

Europa à Direita

Os partidos de Direita parecem estar a conquistar alguns países europeus. A vitória dos conservadores no Reino Unido, bem como a pesada derrota da esquerda são um sinal importante para os partidos socialistas europeus, em particular o português.

Na Dinamarca a antecipação de eleições por parte de Helle Thorning-Schmidt pode não ter o efeito desejável, isto é, oferecer à esquerda uma maioria no parlamento que lhe permita formar uma coligação governamental. 

Na Grécia o fracasso do governo liderado pelo Syriza provoca uma oportunidade para a Direita regressar ao poder uma vez que o PASOK está praticamente morto. 

Na vizinha Espanha os anos de austeridade do governo liderado por Mariano Rajoy não foi suficiente para a população castigar o executivo. O PP volta novamente ao primeiro lugar nas sondagens, originando uma queda do Podemos. 

Em Portugal, a maioria só está a três pontos percentuais de um PS que prometeu muito com António Costa.

A Direita não foi castigada por causa da austeridade implementada em Espanha, Reino Unido e Portugal. Ao invés, antes da ascensão ao poder destes partidos, as forças de esquerda, nomeadamente as socialistas foram responsabilizadas pelos erros cometido que originaram a crise financeira em 2008. Ou seja, a partir daí deu-se uma viragem à Direita. Quatro a cinco anos depois não se está a verificar um regresso dos partidos de Esquerda ao poder. Mesmo após a implementação de medidas duras. 

A manutenção de alguns governos no poder durante o período da crise deveu-se à compreensão das populações relativamente à necessidade de consolidar as contas públicas porque sem isso era impossível ter êxito económico. Penso que houve uma consciência em relação a este aspecto.

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