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terça-feira, 12 de maio de 2015

Tudo ou nada para a Grécia

O governo grego tem de pagar hoje 750 milhões de euros para fazer face aos compromissos internacionais. Enquanto Atenas tenta a todo o custo ganhar minutos, o ministro alemão das finanças, Wolfang Schauble, entende que é necessário realizar um referendo na Grécia sobre a saída do Euro. 

Ora, o Syriza falhou claramente os objectivos para que foi eleito. A retórica de encontrar caminhos diferentes para acabar com a crise não resultou. De facto, prova-se que existe apenas um único caminho e não há nenhuma mente brilhante, que arranje uma alternativa ao não pagamento. Nem o ministro Yannis Varoufakis conseguiu encontrar uma terceira via. 

Os gregos vão pagar a escolha política que fizeram. Mesmo que a Grécia tenha de sair do euro o executivo não pode abandonar o barco porque a situação seria bem pior. A ideia de referendo é proposta acertada. Na minha opinião não há outra maneira de acabar com o problema senão dar a voz à população da mesma forma que o Reino Unido também quer saber o que pensam os britânicos em relação à sua presença na União Europeia. Em muitos países, como é o caso de Portugal, os referendos não são vinculativos. 

Não vale a pena realizar negociações eternamente para tentar adiar o inevitável. A Grécia não pode. Ponto final. 

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