quarta-feira, 13 de maio de 2015

Partido Trabalhista

O novo líder do Partido Trabalhista estará escolhido em Setembro. O mandato de Ed Miliband não será recordado por ninguém, nem mesmo pelo próprio. A partir de agora as hipóteses de David Miliband candidatar-se à liderança do Labour são diminutas. O novo líder enfrenta uma dificuldade na oposição, mas também pode aproveitar um aspecto positivo. Os problemas dizem respeito à situação em que se encontra. Não é possível lutar contra uma maioria como aquela que os conservadores conquistaram na semana passada. Os debates no parlamento serão penosos para o próximo líder trabalhista. Mas não só. Uma vez que o Partido Nacional Escocês aumentou a sua representatividade em Westminster sobra pouco espaço para os trabalhistas, que têm de estar atentos às medidas do governo e evitar a importância dos escoceses na Câmara dos Comuns. No entanto, o mandato de dez anos dos conservadores servem para aproveitar um inevitável desgaste. É isso que também está em causa nas próximas eleições norte-americanas em 2016.


A questão que domina a actualidade trabalhista centra-se no novo estilo de liderança. O regresso ao "New Labour" só acontece se o staff de Tony Blair e Peter Mandelson decidir voltar a tomar conta do partido, lançando um nome para a corrida. Talvez o próprio Mandelson. O Partido manterá a sua ideologia, mas os erros do passado dificilmente serão repetidos. O discurso contra as grandes fortunas não teve sucesso nas eleições gerais. Isso foi uma evidência ao longo de toda a campanha, mas Ed Miliband quis manter a sua ideia.

É importante que os trabalhistas decidem qual o caminho que querem seguir. Uma ruptura com a última liderança passa por acabar com a influência dos sindicatos na eleição interna. O mais importante são as bases e os membros do parlamento que podem votar. No fundo, trata-se de efectuar um corte ideológico.


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