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quarta-feira, 6 de maio de 2015

Liberais-Democratas incendeiam o pós-campanha

O partido liderado por Nick Clegg foi o primeiro a colocar os dois maiores partidos encostados à parede. Os Liberais-Democratas exigem aos conservadores e trabalhistas que façam parte do próximo executivo, senão vão defender a realização de novas eleições antes de Dezembro. 

A jogada dos Liberais-Democratas é de génio porque não deixa espaço a nenhum dos maiores partidos para rejeitar esta proposta, mesmo que o UKIP e o Partido Nacional Escocês também sejam respectivamente aliados dos conservadores e trabalhistas. Os liberais não querem ser esquecidos nem colocados de fora, já que representam uma grande parte do eleitorado. Mais que o partido de Nigel Farage e os escoceses, embora nesta eleição não seja assim. No entanto, o que conta é a tradição, bem como a qualidade das medidas durante a última legislatura. Nick Clegg não acredita que os eleitores lhe estejam também a dar um cartão vermelho quando não oferecem uma posição destacada a David Cameron nas sondagens. 

Na minha opinião os liberais estiveram mal quando decidiram não participar no segundo debate televisivo em que participaram todos os líderes partidários. Nick Clegg não deveria ter seguido a mesma linha de pensamento do actual primeiro-ministro britânico. Por causa desta situação, os trabalhistas talvez não contem com eles num próximo governo. Em relação aos conservadores não há muitas dúvidas que necessitam dos Liberais-Democratas. A experiência governativa e as propostas permitem sonhar com lugares em Westminster.

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