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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Futuro para a Rainha decidir

Os britânicos decidem hoje o seu futuro nas legislativas. Não se trata de mais uma eleição para figurar na história. Pela primeira vez em muitos anos o parlamento britânico vai ficar dividido. Há muito tempo que os dois principais partidos não partiam em desvantagem para o acto eleitoral, não alcançando uma maioria absoluta. que lhes permita governar tranquilamente. Na minha opinião isto acontece porque as pessoas perceberam que há mais forças com capacidade para entrar em Westminster. No fundo, isto é um sinal que a democracia no Reino Unido está a mudar para melhor. A partir de agora a partilha de poder não fica reduzido a dois partidos. 

Alguns entendem que esta situação é um mau sinal. Considero o contrário porque é isso que se passa na maior parte dos países europeus. Ou seja, a democracia britânica está a ser atingida pelos velhos costumes políticos da Europa continental. No meu entendimento estamos perante um factor positivo. Fechar a Câmara dos Comuns aos trabalhistas e conservadores é algo que a população não podia aceitar mais. As últimas eleições em 2010 deram um empurrão aos Liberais-Democratas. Hoje o UKIP e o Partido Nacional Escocês entram em Westminster pela porta grande.

As coligações pós-eleitorais têm de estar concluídas até dia 18, mas será no dia 25 que a Rainha aconselhará na Câmara dos Comuns o rumo que o país deve seguir. Não tenho dúvidas que Ed Miliband não tem condições para governar mesmo que tente a todo o custo evitar a formação de um executivo liderado por David Cameron. O actual primeiro-ministro vai tentar garantir uma maioria parlamentar com os pequenos partidos escoceses, galês e norte-irlandeses e colocar no governo os representantes dos Liberais-Democratas e Nigel Farage pelo UKIP. 

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