quinta-feira, 21 de maio de 2015

Fugir da Europa

A crise do Euro e a situação na Ucrânia colocam a Europa no centro das atenções. A instabilidade causada pela indefinição em torno da situação grega e a divisão da Ucrânia são motivos suficientes para questionar o futuro do continente europeu até porque ninguém encontrou uma solução para os dois problemas. E agora ainda há a vontade do Reino Unido de sair da União Europeia. De facto, na última década as decisões tomadas na Europa mereceram críticas por parte de todos os quadrantes políticos, económicos e sociais em todo o mundo. 

No Estoril ninguém conseguiu encontrar a cura para um doença que está a matar lentamente as instituições europeias e os próprios cidadãos. Gunter Pauli, João Vale de Almeida, Anders Fogh Rasmussen, Christopher Walker e Durão Barroso identificaram o mal, mas não sabem qual a solução para a crise grega, situação na Ucrânia e as alterações político-sociais em vários países. Curioso que esteja tudo a acontecer no mesmo espaço. Neste momento os Estados Unidos, a Ásia e a América Latina olham para nós com desconfiança devido aos sucessivos acontecimentos no Velho Continente. Há muito que este continente tem de ser Novo.....

Os debates e as discussões vão continuar por esse mundo fora. Os investidores pensam duas vezes antes arriscar nos países europeus, enquanto outras nações emergentes acolhem com vontade e dignidade os que fogem porque não encontram estabilidade. As eleições que decorrem este ano em muitos países europeus podem trazer esperança aos que ainda acreditam num futuro melhor. A dúvida está em saber se a queda dos partidos socialistas europeus e a ascensão de novos partidos à esfera de influência parlamentar é um passo em frente ou representa um risco cujo falhanço pode ser irreversível. 

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