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domingo, 19 de abril de 2015

Olhar a Semana - Quando as promessas entram nas campanhas

A campanha eleitoral para as legislativas entrou na fase das promessas. O PSD acusa os socialistas de fazerem promessas eleitorais, que não vão poder cumprir quando estiverem no governo. Por seu lado, António Costa garantiu que "só temos uma cara, uma palavra". 

Ora, a campanha entrou naquela fase em que todos temíamos. A das promessas eleitorais. A partir deste ponto podemos concluir que tudo isto não passam de discursos políticos sem efeitos práticos. O secretário-geral socialista tentou ao máximo não entrar por este caminho, mas uma vez que o fez, já não tem possibilidade de voltar atrás. Isto é, se for eleito os meios de comunicação social vão recordar tudo o que disse quando estava na oposição. Entendo que isto faz parte do jogo político. O problema é que a maioria das pessoas não pensa desta forma e a imprensa está sempre a recordar aquilo que foi dito no passado. Quem não se lembra da memória que foi feita às ditas promessas de Pedro Passos Coelho a uma rapariga sobre os cortes no subsídio de Natal e férias. 

Como já disse, percebo e aceito este tipo de estratégia, mas os responsáveis partidários têm de estar atentos e efectuar mudanças sob pena de serem considerados todos iguais perante as pessoas. As ratoeiras que são colocadas após um deslize podem ferir a imagem junto da população menos informada. António Costa caiu na mesma tentação dos seus sucessores. 

O recurso às promessas eleitorais serve como um elemento de distinção do carácter em relação ao principal adversário. No fundo, a escolha está entre alguém que prometeu, mas não cumpriu e aquele que vai cumprir com o prometido. Estamos perante um aspecto importante que é capaz de angariar votos, seja à esquerda, centro ou direita porque a seriedade e honestidade não tem cor política nem ideologia.


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