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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Direita unida até às legislativas

As sondagens revelam que o PSD e o CDS coligados ficam muito perto do Partido Socialista. Apesar dos militantes dos dois partidos não serem os melhores amigos, os dois líderes partidários têm de colocar os interesses do país em primeiro lugar. O acordo pré-eleitoral não significa que ambos façam campanha lado a lado nem que tenham de ter as mesmas ideias políticas. No sábado, Portas e Passos Coelho assinaram um pacto de não agressão para os próximos meses. Ora, se assim não fosse, PSD e CDS iriam para a campanha recordar o triste episódio de Julho 2013, em que Portas bateu com a "porta". 

O mais interessante da declaração conjunta no dia da liberdade foi o anúncio de Paulo Portas de que um grupo de independentes iria participar na campanha ao lado das bandeiras sociais-democratas e centristas. Também aqui a nova AD caminha no sentido positivo em não se colar muito às principais figuras do passado, uma vez que, elas não são apoiantes incondicionais das actuais lideranças. Tanto Portas como Passos Coelho têm uma oposição interna forte, que espera o momento certo para atacar o poder. A derrota nas legislativas é o pretexto ideal para se abrir um processo eleitoral interno.

A dúvida prende-se com o facto de saber com que bandeiras os militantes dos partidos farão a campanha. Se com as originais ou um novo emblema que fortalece a união da direita em Portugal. 

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