quinta-feira, 23 de abril de 2015

David Cameron

O primeiro-ministro britânico optou por romper com os ideais de Margaret Thatcher. Ela representava a verdadeira direita e conservadorismo britânico. David Cameron tem tido preocupações sociais nas suas políticas. Não é, nem de perto nem de longe, um homem que tem por objectivo conquistar o crescimento económico à custa dos mais fracos. Consegue implementar políticas de crescimentos sem prejudicar os mais desfavorecidos. 

O motivo pelo qual os conservadores não descolam das sondagens tem a ver com as posições europeias de David Cameron. Mesmo sendo eurocépticos, os britânicos preferem ficar na União Europeia do que sair. No entanto, pretendem estar na primeira posição, em vez de serem mandados por Paris e Berlim. Tal como aconteceu no referendo sobre a independência da Escócia, os britânicos não vão arriscar uma alteração de hábitos. 

Percebo a política de Cameron que tentar proteger o Reino Unido da imigração em massa, da mesma forma que os países do sul da Europa fecham as portas à imigração proveniente do Norte de África. A solução não passa por abrir as portas de casa a qualquer pessoa. 

Na próxima eleição vamos saber se Cameron fica mais um mandato. A segunda legislatura será marcada pelo referendo sobre a União Europeia, bem como pela política externa britânica. Há muito que o Reino Unido deixou de ser o parceiro ideal dos Estados Unidos, que estão mais virados para a Ásia-Pacífico. 

Em termos internos, o primeiro-ministro ultrapassou as dificuldades de inverter o ciclo económico negativo com que Gordon Brown deixou o país. Repito: sem nunca colocar em causa os mais fracos, nem optando por políticas de austeridade excessivas. Talvez o governo português devesse olhar mais para o exemplo britânico. 

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