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segunda-feira, 20 de abril de 2015

As portas do inferno

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Desde o início deste ano que as instituições internacionais ligadas à migração e aos refugiados estimam em cerca de 20 mil as pessoas que tentaram entrar na Europa vindas do Norte de África, nomeadamente da Líbia e do Iémen.
Desde 2004 são estimadas em cerca de 5000 mil as pessoas que perderam a vida no mar Mediterrâneo.
O sonho de uma vida melhor e mais digna, a fuga à fome, à miséria e à guerra, levam ao desespero da única esperança: a porta da Europa, via Lampedusa (Itália), Rhodes (Grécia) ou Malta.
Mas a porta da esperança rapidamente se transforma na porta do inferno e o sonho vinha tragédia.
O Mediterrâneo está a transformar-se num autêntico cemitério de vidas e de sonhos. Enche de lágrimas.
Demasiadas vezes a Europa disse "nunca mais"... demasiadas vezes e rapidamente a Europa se esqueceu das suas promessas e opções, até novas tragédias.
Demasiadas vezes a Europa e a ONU têm lavado as mãos de uma responsabilidade que também é sua, porque a instabilidade no Médio Oriente e no Norte de África mediterrâneo não cabe só ao fundamentalismo islâmico, ao chamado "estado islâmico". E não apenas a responsabilidade da Europa ser "dona" do Mediterrâneo.
Isto não é uma questão geopolítica, geoestratégica ou religiosa... isto é uma questão de dignidade humana que é da responsabilidade de todos.
Do "nunca mais" é altura para dizer "basta", não pode haver mais desculpas.

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