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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ai aguenta, aguenta!

Do paradoxo "economicês"...
É mais que enorme a discussão em torno da falta (e das razões) de investimento em Portugal (seja interno ou externo, seja privado ou público) com consequentes impactos na economia e na saída da crise nacional.
Há ainda a percepção generalizada de uma incapacidade do tecido económico nacional para o investimento, onde se insere a banca portuguesa. Banca essa, hoje em dia, claramente manchada e com uma péssima imagem junto da sociedade (casos BPP, BPN e BES, a que se acresce a actuação do Banco de Portugal).
Há também a percepção, seja por questões ideológicas, seja por razões pragmáticas como a falta de recursos e estrutura, que o Estado não consegue, nem pode, nem deve, gerir tudo, mesmo que isso fosse para bem de todos. Não consegue, não deve, não pode, não tem dinheiro, nem recursos para tal. Isto pode implicar, e implica, a cedência de alguns sectores ditos (ou chamados) estratégicos, como é o caso da energia, transportes, águas, combustíveis, etc.
Mas mesmo assim ainda há quem, perante a nossa incapacidade de investir, perante a débil capacidade de intervenção da nossa banca (BPI, por exemplo) para investir e participar na criação de riqueza nacional, perante estas incapacidades, ache mal que os outros, tendo os recursos, invistam em Portugal, mesmo nos sectores estratégicos.
Tudo isto cheira a "mau perder"...
Pessoalmente, Sr. Presidente do BPI, Fernando Ulrich, tenho que lamentar a nossa incapacidade e falta de competitividade financeira para competir com o investimento estrangeiro, seja ele chinês, alemão, angolano ou marciano.
Como uma vez não teve pejo nenhum em dizê-lo, devolvo-lhe a afirmação: "Ai aguenta, aguenta..."

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