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segunda-feira, 9 de março de 2015

UM ROTEIRO RUMO AO BLOCO CENTRAL 2.0: Presidenciais 16'



Seria cómica se não fosse trágica esta tentativa de definição de um perfil Presidencial para o seu sucessor imposta à opinião pública, como se de Cátedra estivesse autorizado a pronunciar-se nesta matéria enquanto vulto maior de uma Política supra- partidária e referencial de independência da Presidência. Cavaco Silva inventou a segunda bomba atómica não prevista na CRP, a definição estanque do perfil político de que o PR terá de ter para exercer o mandato Presidencial face às exigências que o cargo lhe impõem, sendo uma delas o domínio da política externa e da diplomacia económica. Poderia ter assumido desde logo que está a relançar a candidatura do recém- chegado Durão Barroso no tabuleiro 2016, face a esta tentativa de virar o tabuleiro quando não se gosta do jogo onde não se é Rei porquanto o Xeque- Mate se torna cada vez mais complicado, Cavaco Silva decidiu, tragicamente, arremessar o tabuleiro ao chão, inviabilizando qualquer candidatura de consenso da Direita às Presidenciais, preferindo dividindo- la e obrigando-a a discordar cada vez mais de si, decido a unir o PSD definitivamente à Esquerda moderada e às figuras do antigo Regime que poderão ainda gerar consenso no Bloco Central, que desde que é PR tantas vezes defendeu publicamente. Face a isto, assolam-me as seguintes dúvidas face a esta actuação principesca do PR:
-Será esta a resposta às críticas de Marcelo Rebelo de Sousa ao mandato Presidencial de Cavaco Silva?
-Estará o PR concertado com o PM para definir o candidato Presidencial apoiado pelo PSD?
-Porque parece Cavaco Silva desejar Durão Barroso na Presidência?
-Ou será que estão ambos a tentar formar um bloco central PS/ PSD no Governo para depois apoiar um candidato único às Presidenciais, que bem poderá ser Guterres em caso caso de consenso?
A única resposta que posso oferecer é que o principal rosto do actual Regime, tentou atomicamente afastar os melhores candidatos da Direita de uma vez só, abrindo lugar ao seu preferido, Durão Barroso. Uma interferência nítida na sua sucessão que se deseja natural e sem intromissões políticas, por se tratar de uma eleição directa a escolha do candidato que deve emanar apenas e só dos cidadãos eleitores, sendo censurável qualquer definição de perfil político sobretudo em matéria de política externa para justificar uma escolha pessoal que parece há muito já ter sido tomada entre Belém e Belém. Definitivamente, um Roteiro numa Presidência sem rumo esta de Cavaco Silva, resumido a um estilo dinástico.
Quanto à postura a tomar por Pedro Passos Coelho,​ deve submeter a decisão da CPN do PSD para um Congresso Nacional extraordinário a marcar expressamente para o efeito, no qual as bases do Partido devem poder escolher livremente o seu candidato depois das eleições legislativas.
Texto da autoria de João Pedro Galhofo

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